Alice Nassif de Mesquita

 

 

Nascida em 25/11/18, na cidade dos "crepúsculos maravilhosos" - São João da Boa Vista - SP, onde residiu na chácara de propriedade da família, no bairro de Pratinha, até os 14 anos de idade.

 

Descendentes de imigrantes libaneses, oriundos da aldeia  AIN-AAR, na região montanhosa (El Jabal), próximo a Beirute , a caçula de sete filhos, 18 anos mais nova que o primogênito, sendo cinco homens Nassif (25/12/1900), Elias (20/12/07), João Aldo (30/07/11), João (07/09/14) e Antônio (31/07/16) e uma mulher Farid (11/05/09), 11 anos ,mais velha.

 

Passou a infância, alegre e feliz, junto aos familiares, a partir de 1927 a família começou a sofrer perda de seus entes, devido a doenças desconhecidas na época, e a infância de plena felicidade deu lugar a uma adolescência, não menos alegre, mas bastante sofrida, aos oito anos, perdeu o irmão mais velho, com 26 anos, três anos mais tarde a mãe, a irmã Farid assumiu as funções da mãe até que em 1932, em plena revolução constitucionalista, adoece e com ajuda de amigos consegue atravessar a fronteira do estado de São Paulo e vai para Belo Horizonte se tratar, onde permaneceu até falecer, logo após a derrota dos paulistas, os três irmãos mais velhos abandonaram os estudos e vão trabalhar na capital Paulista, a família perderá tudo, exceto a chácara onde moravam, Farid carecia de recursos para tratamento e Alice também adoecera, transferindo-se para Campos do Jordão, em busca de tratamento, ficou na casa somente o pai e o irmão Antônio.

 

Durante a estada em Campos do Jordão, veio a falecer o pai e a irmã, conviveu com sua prima Rosita, sua futura concunhada e com Leonardo, irmão de seu futuro esposo, teve como grande amiga, Julieta Zogbi, casada com Magid Constantino, donos da pensão, saindo totalmente recuperada aos 22 anos de idade, indo para São Paulo, onde os irmãos já bem colocados, prosperavam financeiramente, um ano depois Rosita casou-se com Leonardo em Poços de Caldas, na viagem de trem de São Paulo a Poços de Caldas conheceu José, vindo a contrair matrimonio em 24/06/44, mudando-se para o Rio de Janeiro, na época o Distrito Federal.

Nos dois anos em que viveu em São Paulo, morou na Avenida Ipiranga, sua grande amiga e companheira foi a prima Aparecida, juntas iam a passeios, cinema e teatro, no cinema o festival de operetas da Metro  e no teatro os trabalhos de Procópio Ferreira ficaram na memória para sempre.

Do período Jordanense, gosta de lembrar dos bailes dos amigos que lá deixou e da amizade contrita com os dedicados e abnegados médicos, menor não é o prazer ao recordar as aventuras durante a ocupação de sua cidade por tropas inimigas e as fugas para os campos, durante a Revolução.

Curtiu amizades duradouras, desde a infância ou juventude até os dias de hoje, ocupa lugar especial o relacionamento com o casal Ângelo e Antonieta Nicolelis, com a família de Pedro Gebara, e com os filhos de sua prima Salime Gebara, inicialmente residentes em Sertãozinho, depois a maioria mudou-se para Mogi das Cruzes, o que facilitou a convivência com Zico, Júlia e Ameris.

Guarda admiração e gratidão eterna pela pessoa do cirurgião Piragibi Nogueira que cuidou de seu esposo em 1957.

O histórico escolar compreende estudos da primeira a quarta série em São João da Boa Vista.

 

Nunca se desligou de suas raízes, durante toda a sua vida, sempre que possível visitava sua Terra Natal e a chácara onde passará a infância, o Rio da Prata que banhava o terreno aos fundos com suas águas transparentes, nos anos 30, tornara-se turvo e sujo já nos anos 60, na ultima visita em 1997 espantou-se ao ver o leito seco, haviam retificado o curso.

Amante da poesia, livros de romance e telenovelas, sempre foi uma pessoa romântica, sensível, carinhosa e insegura.

 

A história que contava como lição de vida ocorrerá no tempo do Império Romano:"A mãe de Caio foi a uma festa sem suas jóias, e ao ser interpelada sobre elas, mostrava seus dois filhos".

Da peça de teatro " Deus lhe Pague"  de Joraci Camargo e encenada por Procópio Ferreira, cita sempre o dialogo entre o mendigo e o granfino.

 

Mendigo:      O Senhor sabe escrever ?

Granfino:       Eu sou Bacharel !

Mendigo:      Eu perguntei se o Senhor sabe escrever !

 

A musica predileta " A Noite do Meu Bem" na voz de Agostinho dos Santos.

Morou em cinco cidades, onde nasceu até os 14 anos, Campos do Jordão até os 22 anos, São Paulo do final de 1941 até meados de 1944, a seguir no Rio de Janeiro até o final de 1946, indo para Poços de Caldas e ficando até o inicio de 1948, retornou ao Rio de Janeiro e no meado do mesmo ano mudou-se para Taubaté, onde reside até hoje.

Deu a luz a primogênita no Rio de Janeiro e aos demais na cidade de Taubaté.

Na vida profissional, sempre foi dona de casa convicta, trabalhou meio expediente na Casa Urupês, de propriedade da família e na Secretaria da Fazenda.

Após sua recuperação em Campos de Jordão passou por três sustos, em 1957 com a internação do marido por seis meses, em 1967 com o princípio de infarto, no mesmo, e em 1968 na colisão do fusca em companhia de sua cunhada Mary. Por parte dos filhos, netos e bisneto teve o premio da saúde plena, em todos.

 

ASCENDENTES E DESCENDENTES

PROGENITORES: Miguel Nassif e Maria Gebara

 

ESPOSO  :           José Alves de Mesquita (86)

 

FILHOS    :             Maria Alice (56), Nelson (53), Eduardo (50), Maria Luisa (48)

 

NETOS   :        Thaís (25), Ricardo(24), Henrique(24), Gustavo(23), Paula(22),           Renata(21), Heloísa(20), Fábio(20), Renato(19), Marcos(18)

 

BISNETO :              Davi , nascido, em 06/08/01

 

Todos os filhos concluíram o curso Universitário, Maria Alice tem Doutorado, Nelson tem Mestrado, e Maria Luisa dois cursos superior, dos netos dois já concluíram a Universidade e dos demais estão cursando, Thaís tem curso de especialização na Universidade de Nova York.

Ocupa posição de matriarca da família Nassif, com o falecimento recente de sua prima Aparecida, muito cercada carinho e amizade, por parte de todos.

Do autor  da narrativa, além de mãe sempre foi sua grande amiga.

 

NARRADO POR : Eduardo Nassif de Mesquita   e-mail: japom@uol.com.br

            EM : 03/11/2001

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